Jhonat: Da pesquisa musical a vida de DJ

Jhonat

Jhonat é um querido da cena eletrônica e que de tanto ir a festas e acompanhar os Djs e a música que eles tocavam, acabou se apaixonando por essa vida, e hoje é o nosso convidado.

TUNTISTIN: Oi Jhonat, tudo bem? É uma alegria fazer essa entrevista com você que é uma das pessoas mais queridas da cena, vamos falar um pouco dessa aventura?

Olá! Estou bem, e você? De início, já gostaria de agradecer pelo convite. Muito obrigado!

TUNTISTIN: Vamos falar um pouco do início, conta um pouco de você, onde nasceu e tal, conta pra gente como foi sua juventude?

Bom, para quem não sabe eu me chamo Jhonatan, muitos me conhecem só por Jhon ou agora Jhonat, tenho 25 anos e sou Jornalista. Nasci no Distrito Federal, em Planaltina, mas a minha família é toda do Nordeste, Ceará. Tive uma infância tranquila, era uma criança que adorava a rotina escolar, pois era o meio que eu conseguia socializar e fazer amigos. Ainda sobre a minha infância, não posso deixar de destacar que cresci ouvindo forró. Minha mãe adorava, pensei até que esse seria o meu destino para vida hahahaha brincadeira! Continuando… com o passar do tempo, ela pegou o hábito de fazer exercícios em casa e comprava CDs com músicas que ela chamava de “músicas de academia”. Recordo-me até hoje que ouvia bastante “Around the World – ATC” e “Whats is Love – Haddaway”. Essas foram as primeiras músicas eletrônicas da vida que me fizeram empolgar com as batidas, achava tudo!

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TUNTISTIN: O que você escutava na adolescência?

Minha adolescência foi bem marcada pela música, no geral. É algo que até hoje lembro e fico: preciso ouvir tal música porque me lembra aquela fase da vida. Sabe? Sempre gostei de estudar pela manhã, então chegava da escola, almoçava, fazia as tarefas e ia para o sofá assistir MixTV, já era o restante do dia ali admirando os clipes e curtindo o som. Nesse mesmo período comecei a ter interesse em comprar vários DVDs para ficar assistindo os clipes e acompanhar as letras. Sobre o que eu ouvia, era o que estava bombando naquela época. Vou listar algum dos artistas que eu adorava: Nelly Furtado, Gwen Stefani, Ciara, Snoop Dogg, The Black Eyed Peas… e vários outros que eu ouço até hoje

TUNTISTIN: Quando e como descobriu a música eletrônica?

Chegando no Ensino Médio fui me enturmando com uma galera na escola e aí outras coisas já bombavam naquele círculo social que eu fazia parte. Com a troca de assuntos sobre música e rolês, acabei conhecendo o som do Crystal Castles e me empolguei por tudo deles. Até hoje tenho uma camiseta que nem cabe mais e um dos CDs lançados que guardo com muito carinho. Se você está lendo isso e nunca ouviu, super indico que ouça.

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TUNTISTIN: Quais foram suas primeiras festas e Djs que te abriram os olhos?

O primeiro rolê que eu pude curtir música eletrônica foi o Festival Celebrar Brasília. Já fui sabendo quem eu queria ver, então curti o som do Gui Boratto e se não me engano, na mesma edição ou em outra, também vi Ladytron. Depois disso, minha pesquisa de música foi mais voltada para esses estilos. Claro que não frequentei apenas festas eletrônicas, ia para La Ursa que o som era mais Indie e outros lugares que os amigos pilhavam.

No entanto, se passaram uns três ou quatro anos e em 2016/2017 eu estava frequentando o 5uinto. Pronto! Só queria saber daquele club hahaha. Começando a me familiarizar com o lugar, me apeguei à alguns nomes que via na programação das festas como a Perrelli, Ahmed, Hopper, Brooks, Weirdo, Tonny, Anna, Eli Iwasa, Blancah…

Tive a oportunidade de ver muita gente foda tocando naquele lugar. Vi a Nina Kraviz, Nastia, Anthony Rother, Danny Daze…taaaantos outros que nem lembro agora. Nessa época nem passava pela minha cabeça que eu queria aprender a tocar, só pensava em dançar e me empolgar com as tracks que os DJs soltavam. O que foi importantíssimo para o meu desenvolvimento de pesquisa e curadoria até hoje. Todos esses artistas e suas distinções em identidades me abriram os olhos para a música eletrônica, inclusive muita gente que não citei, seria uma lista gigante.

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TUNTISTIN: E como foi esse caminho para virar Dj? Conta um pouco dessa história para gente, pois sei que você tem bagagem de festa!

O caminho tem um pouco a ver com o que disse acima. Sabe? Eu tive a chance de frequentar muita coisa boa, incluindo alguns festivais que trouxeram DJs icônicos e que me fizeram apaixonar pela forma que eles lidavam com a pista, a ponto de chegar em casa e rever os registros sem parar.

A empolgação que os artistas transmitiam por meio dos sets me deixava muito feliz, gerando também aos poucos um interesse de começar a tocar. Pensei: quero fazer algo com a pesquisa que eu tenho, não quero que seja uma playlist apenas, quero ter a chance de mostrar isso para alguém. 

Depois dessa inquietação, a vontade de iniciar o curso veio com tudo. Em 2020 eu formei na faculdade bem no auge na pandemia e só estava trabalhando de casa. Queria algo para me ocupar já que não tinha nada para fazer, até que o Hopper anunciou aulas individuais de mixagem e eu fui lá ver de qual era. No início fiquei confuso, me irritava com o processo de aprendizagem e por aí vai, coisas que acontecem até hoje. 

TUNTISTIN: Diz para gente 5 músicas que te marcaram no início da sua descoberta da música eletrônica?

TUNTISTIN: O que você mais gosta da cena da nossa cidade?

A diversidade das festas/coletivos e a identidade de cada uma delas, isso é bem importante. 

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TUNTISTIN: Quais Djs da nova geração você acha que merece a nossa atenção?

Gio Grang, Epia72d, Madamy, Data Assault, Preta, Slow, FAA, Malu Serafim…uma parte deles já bem atuantes na cena antes da pandemia parar tudo. Fugindo um pouco do foco da pergunta, mas por uma questão importante, gostaria de destacar o trabalho do Dj Anachuri e dizer também que ele tem me apoiado nesse processo e é bastante atencioso com minhas ideias, só tenho a agradecer. 

TUNTISTIN: Fala um pouco das suas influências musicais, o que merece destaque?

Vou começar destacando o Jeff Mills, acho ele muito foda! Um dos caras que tive a oportunidade de ver tocando pessoalmente e pirei, atmosfera única. Sem contar que ele é muito importante para cena da música eletrônica.

Vou destacar alguns outros artistas que curto bastante o trabalho de modo geral: Dj Hell, Ellen Allien, Nina Kraviz, Rodhad, Richie Hawtin, Mama Snake, Gezender, The Hacker, Cashu, Sven Väth e Marcel Dettmann.

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TUNTISTIN: O que você imagina da volta dos rolês?

De início, parando para pensar aqui em como será isso, eu imagino o sorriso estampado na cara galera se reencontrando nas filas, com certeza será muito legal poder rever pessoas que não encontro há muito tempo. Depois disso, eu imagino ver os artistas empolgados para apresentar novidades que devem ter guardado para esse momento de retorno.

TUNTISTIN: Pode indicar 5 músicas mais recentes que você tem curtido?

É isso! Mais uma vez obrigado e deixo aqui o meu para quem quiser curtir o som.

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DJ Oblongui

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