MÚSICA ELETRÔNICA: HISTÓRIA DA EVOLUÇÃO DA ARTE DO RUIDO

É inegável atrelar a evolução da música eletrônica ao aperfeiçoamento dos aparatos tecnológicos e, consequentemente, aos aparelhos musicais que proporcionaram ao musico maior possibilidade na criação e construção musical. Resultante da própria evolução de uma linguagem musical, seu conceito faz parte dos experimentos vanguardistas de artistas europeus em estações de rádios – onde havia a disponibilidade de equipamentos – propiciando assim o surgimento das correntes de música concreta, experimental, eletroacústica e acusmática.

Por mais que pareça atual, com sua sonorização e mixagem computadorizada, a história da música eletrônica data de 1948, sendo criado pela difusão de uma coletânea de instrumentos musicais produzida por Pierre Schaeffer. Como sonoplasta do setor de rádio teatro francês, tinha em mãos um imenso arquivo fonografado de efeitos sonoros e sons ambientes, sendo assim Pierre unia diferentes instrumentos e gravações de toca-discos em uma só música – e criou um novo tipo de música, o que conhecemos hoje como música eletrônica, fazendo nascer assim também as mixagens sonoras. Schaeffer também manipulava os sons por meio da variação da velocidade de reprodução, ou alterando o sentido de leitura das gravações, e esse recurso ainda é utilizado por DJs até os dias de hoje.

Imagem: “MODULATIONS: CINEMA FOR THE EAR”, A HISTÓRIA DA MÚSICA ELETRÔNICA EM UM DOCUMENTÁRIO 

No entanto o estilo musical só começou a se popularizar com o surgimento dos sintetizadores digitais (os samples), quando passou a ser possível criar batidas em computadores pessoais, que possuem recursos de áudio fáceis. Com a popularização do equipamento, o mundo viu surgir diversos artistas que passaram a se dedicar exclusivamente a música eletrônica, que se ramificou em House, Trance, Acid House, Techno, Breakbeats, Drum’ n Bass, Ambient, tribal, entre vários outros.

Com isso cada vez mais pessoas vem experimentando sons, colagens, cortes e com o auxílio de aparelhos tecnológicos conseguem fazer novos modos de produzir música, gerando, conjuntamente, mais de 32 estilos e sub estilos musicais.

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Um elemento importante para este desenvolvimento foram as raves, com eventos que duravam um ou dois dias em sítios longe dos centros urbanos. Criadas nos anos 80, surgiram como uma reação às músicas populares, promoviam a reunião e interação de pessoas pela “elevação da consciência” através de vários tipos de arte. Para atingir tal elevação, além da música repetitiva era necessário o uso de drogas, especialmente LSD, que causava euforia. E mesmo com a reação negativa da mídia em relação a tal cultura, o estilo foi se desenvolvendo resultando em um estilo de vida para muita gente. Um elemento importante para este desenvolvimento foram as raves, com eventos que duravam um ou dois dias em sítios longe dos centros urbanos. Criadas nos anos 80, surgiram como uma reação às músicas populares, promoviam a reunião e interação de pessoas pela “elevação da consciência” através de vários tipos de arte. Para atingir tal elevação, além da música repetitiva era necessário o uso de drogas, especialmente LSD, que causava euforia. E mesmo com a reação negativa da mídia em relação a tal cultura, o estilo foi se desenvolvendo resultando em um estilo de vida para muita gente.

No Brasil, o movimento chega forte por conta deste estilo de festa e sua a história da se constrói ao longo da década de 90, inspirada na música dançante que surgiu anteriormente nos EUA.

Graças ao crescimento deste movimento, até hoje, evento com grande porte atraem amantes e curiosos. Festivais como Tomorrowland, ADE, Burning Man, Universo Paralello, entre outros, ano após ano reúnem milhares de fãs de música eletrônica nas principais cidades do mundo, promovendo verdadeiras experiencias e elevações da consciência.

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Pedro Caixeta

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